sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O furto. Como identificá-lo.


Tema do filme: “dormindo com o inimigo”

Querido diário...

Hoje descobri que, por mais que se ame a mulher que você escolheu para casar, e por mais que você tenha as melhores intenções em cultivar boas relações com a sua sogra, você não pode, em hipótese alguma, confiar nessas duas pessoas.

Explico.

Eu tenho maravilhosas intenções de amar a todos os meus sobrinhos: os de verdade, e os que adotei, e por isso, sempre que posso, os mimo com presentes.

Assim, eles sempre se lembrarão daquele tio super legal que mora longe... Não é simples o raciocínio? Pois é...

Dar presentes para quem se ama é uma reação normal para qualquer pessoa... é uma prática comum e que o comércio incentiva com bastante vigor, basta olharmos para as ofertas de dia das crianças, natal, dia dos pais, etc.

Resolvi, então, dar um relógio para um deles. Um relógio de brinquedo é verdade, mas ainda assim, é um relógio.

Como uma forma de cultivar as relações familiares e incentivar o diálogo no âmago do casal, pedi à minha querida amada e para sempre idolatrada esposa, que entregasse o “mimo” à mãe dela, que também responde pela alcunha de “minha sogra” ou "a velha", de tal sorte que o brinquedo chegasse às mãos do Joãozinho (meu sobrinho) que mora em Uberlândia.

Simples e poético, não acha? Só que as coisas não aconteceram bem desse jeito....

Você acredita que "aquela que diz me amar" me traiu! Ela teve a pachorra de dizer para a mãe dela que o presente era dela, e que, não obstante os meus protestos, a “minha sogra” repetiu isso para a criança?!!?!?

E agora como desfazer o trauma psicológico que pode vir a se formar no seio deste infante...

Imagino que agora ele deva estar se perguntando... “Onde teria ido parar o presente que o meu tio super-legal-que-mora-longe me deu? Será que ele se esqueceu de mim?”

Coitada da criança....